Explicamos detalhadamente cada etapa do nosso programa.
Os compostos de borracha são formulados a partir de matérias-primas base (borrachas natural ou sintética) e aditivos químicos, como agentes vulcanizantes (geralmente enxofre), aceleradores de reação de vulcanização (catalisadores), plastificantes, cargas minerais, pigmentos e outros produtos auxiliares. A moldagem pode ser feita por processos de injeção, extrusão ou prensagem. A vulcanização é geralmente realizada entre 150°C e 180°C e através da mesma, o material passa do estado plástico para o elástico e adquire propriedades definidas e estáveis como dureza, resistência mecânica e elasticidade (CRQ-IV, 2019).
A incorporação de nanopartículas à borracha natural pode proporcionar melhoria nas propriedades, como o módulo elástico, resistência a solvente e ultravioleta, propriedades de barreira a gases e líquidos, estabilidade dimensional, e de resistência à chama. Além disso, o aumento nas propriedades físicas pode ser conseguido com a incorporação de uma quantidade bem menor de material (2-5% em massa), pois as nanopartículas apresentam elevada área superficial por unidade de volume e um elevado número de pontos disponíveis para interações entre elas e a matriz polimérica. Sendo que as interações interfaciais variam dependendo do tipo de polímero, do tipo de nanopartícula e do método de síntese utilizado (RIPPEL, 2009).
No setor de borracha, especialmente o pneumático, o Brasil está alinhado às práticas de economia circular (EC), com a maioria das empresas de borracha adotando a reforma de pneus, embalagens recicláveis e o uso de pneus não reutilizáveis para a sustentação de fornos de cimento. Grande parte das ações atuais ainda estão com foco na reciclagem porque é um ponto mais fácil de lidar. Para que o objetivo da economia circular seja alcançado, iniciativas relacionadas ao reuso e redução de consumo devem ser consideradas e adotadas. Todos devem se adaptar à nova realidade implementando ciclos separados para cada etapa da EC (RUBBERLINE, 2020).
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
⦁ AUTOTRAVI. Você sabe quantos tipos de borracha existem e quais são suas aplicações? Publicado em 04 dez. 2019. Disponível em: https://www.autotravi.com/noticia/26-tipos-de-borrachas-e-suas-aplicacoes. Acesso em: 06 fev. 2022.
⦁ CRQ-IV. Conselho Regional de Química – IV Região. Borrachas – química e tecnologia. Publicado em 2019. Disponível em: https://www.crq4.org.br/quimicaviva_borrachas. Acesso em: 06 fev. 2022.
⦁ GUERRA, Bruna. Reciclagem da borracha: importância e como lucrar. Publicado em 3 de junho 2020, no site meiosustentável. Disponível em: https://meiosustentavel.com.br/reciclagem-de-borracha/. Acesso em: 07 fev. 2022.
⦁ RIPPEL, Márcia Maria.; BRAGANÇA, Fábio do Carmo. Borracha natural e nanocompósitos com argila. Química Nova. 32(3):818-826. 2009.
⦁ RUBBERLINE- Assistência Técnica em Borracha Ltda. Economia circular no setor da borracha. Publicado em 5 nov. 2020. Disponível em: https://www.rubberline.com.br/conteudo/artigos/economia-circular-no-setor-da-borracha/. Acesso em: 06 fev. 2022.

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